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  •   João Polippo
  • Região:Rondon Comportamento     10-02-2017

Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. Salmos 23.4.


Nas semanas que se passaram escrevi vários artigos sobre a solidão. Chegando ao fim desse tema tão importante, quero concluir falando um pouco sobre como prevenir a solidão. Como pastor, já tive a oportunidade de contribuir em alguns casos para a melhora do bem-estar das pessoas que sofrem por conta da solidão. Há diversas maneiras de atacar as causas da solidão e reduzi-las, uma delas é através da igreja local. Acredito que a congregação local pode ser um dos melhores remédios para a solidão. Para evitar a solidão, as pessoas devem ser incentivadas a participarem dos cultos e atividade da igreja e aceitar o companheirismo de outros membros. Pequenos grupos de estudos bíblicos e de crescimento espiritual, reuniões informais em que cada um leva um tipo de alimento e todos comem juntos, presença em concertos de músicas e participação nos conjuntos de louvor e corais são alguns dos ministérios que dão oportunidade aos solitários de ter relacionamentos significativos com outras pessoas. Portanto, para evitar a solidão, pastores devem incentivar as pessoas a se envolverem na igreja e estimular os membros a amar, dar apoio, perdoar, cuidar e receber essas pessoas dentro da comunidade. Numa época em que tantas pessoas vivem longe das famílias, a igreja pode prover uma rede de famílias substitutas.


Outra maneira de prevenir a solidão é levar a pessoa a desenvolver a autoestima e a competência. Como vimos anteriormente, a solidão às vezes se deve ao fato de que algumas pessoas têm um modo de pensar que as derrota antes mesmo que comecem a lutar. Outras, estão engessadas por uma autoimagem negativa. Se esses problemas forem eliminados, há grande chance de se evitar a solidão. Quando crianças e adultos aprendem a ter habilidades sociais, estratégias de comunicação e passam a ver a vida de uma forma realista e equilibrada, tornam-se mais capazes de se relacionar com os outros e evitar a solidão. Essas habilidades podem ser ensinadas nas igrejas, nas escolas, através de seminários, sermões e artigos. Provavelmente, esse ensino é mais eficaz se iniciado e praticado no seio da família. Uma das maneiras pelas quais os pastores e as igrejas podem reduzir a solidão e impedir o seu desenvolvimento, ou retorno, é ensinando cada membro de uma família a se comunicar com franqueza, a se importar e respeitar os outros, a aceitar as diferenças individuais, a trabalhar, relaxar e louvar a Deus junto com os outros.


A solidão também pode ser prevenida através do estímulo ao crescimento espiritual. Pode-se reduzir ou evitar a solidão ajudando as pessoas a construir um relacionamento profundo com Deus, e também com seus semelhantes. A medida que as pessoas aprendem a entender seus dons e relacioná-los com os propósitos de Deus para a sua vida, a solidão será varrida por uma vida de altruísmo e amor. O vazio interior será preenchido com significado. Portanto, ajudar as pessoas a crescer espiritualmente é uma forma poderosa de evitar a solidão.


Nós vivemos em uma sociedade que gera solidão, onde as rápidas transformações e a moderna tecnologia desencorajam a intimidade e estimulam o isolamento. Até mesmo nos lares e nas igrejas, as pessoas se evitam. Numa tentativa de conseguir intimidade e de fugir da sensação de isolamento, muitos indivíduos abrem o coração cegamente com estranhos, um parceiro sexual casual, um companheiro de copo ou com a pessoa sentada na poltrona ao lado no ônibus.


Como pastor e conselheiro, acredito que relacionamentos sinceros podem ajudar a acabar com a solidão, principalmente quando o indivíduo se livra da hostilidade, da baixa autoestima, da incompetência social e da insegurança. Mas a autoconfiança e o companheirismo, em si, não fornecem uma solução permanente para o problema da solidão. É preciso ajudar as pessoas a ter um relacionamento íntimo com Deus. Também é preciso ajudar as pessoas a estabelecer relacionamentos profundos com pelo menos algumas pessoas, inclusive membros da família, onde haja sinceridade mútua e onde a individualidade de cada um seja aceita e respeitada.


Querido leitor, espero que tenha ajudado você de alguma forma através desses artigos e que tenha contribuído para o seu crescimento. Grande abraço a você e que Deus lhe abençoe.

 

 


Gilberto de Lima é formado em Teologia pela Faculdade Teológica Batista do Paraná, palestrante nas áreas de famílias e casais e pastor da Primeira Igreja Batista de São Tomé.


Referências:                                                                                                 
WEISS R. Psicologia hoje. Loneliness. 1985, volume 19.
HENRI J.M., Crescer: os três movimentos da vida espiritual. São Paulo: Paulinas, 2000
COLLINS, Gary. Aconselhamento Cristão. São Paulo: Vida Nova, 2004.
POUJOL. Jacques e Claire. Manual de relacionamento de ajuda: conselhos práticos para aconselhamento psicológico e espiritual. São Paulo: Vida Nova, 2006.


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