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  •   João Polippo
  • Região:Maringá Comportamento     17-12-2016

O homem que tem muitos amigos pode congratular-se, mas há amigo mais chegado de que um irmão. Provérbios 18.24

 

A solidão já recebeu vários títulos: “o problema mental mais comum do mundo”, “uma das mais universais fontes do sofrimento humano” e “o estado quase permanente de milhões de pessoas”, independentemente da classe social, raça ou sexo. É uma situação que atinge todos nós, uma vez ou outra; um vazio interior pode se dissipar em alguns minutos ou durar a vida inteira.

 

Baseado em um estudo sobre a solidão, o sociólogo Robert Weiss calcula que um quarto da população americana se sente extremamente sozinho em algum momento, durante um determinado mês.

 

Essa sensação afeta pessoas de todas as idades, inclusive as crianças, mas os estudiosos concordam que a solidão cresce bastante durante a adolescência e atinge o seu ponto mais alto entre os dezoito e vinte e cinco anos. Embora a solidão apareça em todas as culturas, ela é mais frequente em sociedades como a nossa, que estimulam o individualismo. Pessoas solitárias existem em todos os grupos profissionais, mas há evidências de que o número de solitários é particularmente elevado entre as pessoas altamente ambiciosas.

 

A solidão é a dolorosa constatação de que não temos contatos íntimos e significativos com outras pessoas. Ela envolve uma sensação de vazio interior, isolamento e anseio profundo. Mesmo quando cercados de outras pessoas, os solitários geralmente se sentem marginalizados, indesejados, rejeitados e incompreendidos. Frequentemente, experimentam sentimentos de tristeza, desânimo, inquietação e ansiedade, acompanhados de um desejo ardente de serem queridos por uma ou mais pessoas. Em alguns casos, existe um desejo intenso de aproximar-se de outra pessoa, mas em geral, o solitário se sente frustrado e incapaz de iniciar, manter ou experimentar qualquer relacionamento.

 

A solidão pode ser transitória e circunstancial ou crônica e duradoura. A solidão transitória dura de alguns minutos a alguns meses. Geralmente, é desencadeada por algum evento, como alguns amigos íntimos que se mudaram, a separação temporária dos familiares, um desentendimento ou discussão, divórcio ou morte ou a saída de casa para estudar em outra cidade, etc. Já a solidão crônica geralmente é fruto da timidez do indivíduo, de sua baixa autoestima, de um comportamento socialmente insensível que faz com que os outros se afastem, etc.

 

A verdade é que a maioria de nós já passou pela experiência de se sentir sozinho em meio a uma multidão. No entanto, em outras ocasiões, mesmo sem ninguém por perto, não nos sentimos sozinhos. Isso levou alguns psicólogos a concluírem que a solidão é uma sensação primordialmente interna, que nem sempre depende da presença ou não de outras pessoas.

 

A sensação interna de solidão surge quando nos percebemos isolados dos outros, quando não conseguimos fazer amigos ou quando não temos as habilidades sociais necessárias para nos relacionarmos bem com outras pessoas. Como pastor entendo que muitas vezes, mas nem sempre, esse senso de isolamento se manifesta quando a pessoa está longe de Deus e sua vida parece não ter nenhum sentido ou propósito. Essas pessoas necessitam de um relacionamento fiel e crescente com Deus e com outros cristãos.

 

Nas próximas semanas abordaremos o que a Bíblia diz sobre a solidão, as causas da solidão, os efeitos da solidão e a prevenção da solidão. Deus abençoe você querido leitor e até a próxima semana.    

 

Texto Gilberto de Lima

WhatsApp Para falar com o pastor 44 9 9132 0628

 

Fontes do estudo:

WEISS R. Psicologia hoje. Loneliness. 1985, volume 19 p. 28-33.

HENRI J.M., Crescer: os três movimentos da vida espiritual. São Paulo: Paulinas, 2000.

POUJOL. Jacques e Claire. Manual de relacionamento de ajuda: conselhos práticos para               aconselhamento psicológico e espiritual. São Paulo: Vida Nova, 2006.


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