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  •   João Polippo
  • Região:Maringá Comportamento     13-01-2017

O homem que tem muitos amigos pode congratular-se, mas há amigo mais chegado de que um irmão. Provérbios 18.24
No primeiro artigo escrevi um pouco sobre a solidão. No segundo, tratei de uma forma, um tanto quanto resumida sobre o que a Bíblia diz sobre a solidão. Hoje vamos tratar um pouco sobre algumas das causas mais prováveis sobre solidão. As diversas causas da solidão podem ser agrupadas em cinco categorias: sociais, ligadas ao desenvolvimento, psicológicas, circunstanciais e espirituais. Por serem assuntos que exigem uma longa abordagem, vamos dividir em dois artigos. Nessa semana veremos sobre as causas sociais e causas ligadas ao desenvolvimento.


Causas sociais. Essa pode ser a causa do grande número de registros de casos de solidão entre jovens. Isso também sugere que devido as rápidas transformações sociais de nossa época podem estar gerando mais solidão ao dificultarem o estabelecimento de contatos íntimos entre as pessoas. Quando os valores importantes são a eficiência e a produtividade sobra menos tempo para o desenvolvimento de relacionamentos profundos e saudáveis. Com o avanço da tecnologia, também aumenta a necessidade de especialistas, e estes às vezes, não tem nem o tempo, nem as habilidades necessárias para se comunicarem com os não especialistas. Em função disso, os relacionamentos se tornam superficiais, a compreensão diminui e a solidão se instala.
Outra questão também envolvida dentro das causas chamadas sociais, está a questão da urbanização. Conforme as populações foram se aglomerando, especialmente nas médias e grandes cidades, a tendência das pessoas se tornarem cada vez mais retraídas se acentuou. Algumas vezes, é o medo dos estranhos ou da criminalidade que gera desconfiança e retração. Vivendo em um verdadeiro formigueiro, cheio de barulho e agitação, alguns habitantes de cidades grandes preferem evitar qualquer aproximação adicional com outras pessoas. Muitas pessoas nesse quadro, preferem se relacionar com um animal de estimação do que com outras pessoas, mas isso pode levar a um intenso isolamento e solidão.


Ainda falando sobre as causas sociais, não podemos deixar de falar sobre a televisão. Essa invenção moderna pode aumentar o distanciamento nos relacionamentos humanos, tanto quanto pelo conteúdo dos programas, que estimulam a superficialidade e despertam o medo, quanto pela geração de novos hábitos, na medida em que leva as pessoas a ficarem sentadas diante da telinha horas a fio, praticamente sem uma palavra umas às outras. A tela irreal das produções televisivas torna mais fácil viver a vida através dos personagens da tela, em vez de interagir com os vizinhos, amigos e parentes. Os programas que alguns líderes religiosos transmitem pela televisão, para uma pessoa com um quadro de solidão, pode afastar essas pessoas do benefício do convívio com a igreja local e do apoio do corpo de crentes.
Apesar de seus muitos benefícios, a tecnologia tem prejudicado muitas pessoas, abalado muitas fontes tradicionais de segurança e criado um ambiente propício para que o isolamento e a solidão se tornem cada vez maiores.


No campo das causas ligadas ao desenvolvimento, entendo que há algumas necessidades básicas do processo de desenvolvimento que precisam ser supridas para se evitar a solidão. Gostaria de abordar, mesmo que de forma breve duas delas: a necessidade de estabelecer laços e a aceitação.


Pertinente a necessidade de estabelecer laços, as pessoas, em especial as crianças, precisam se sentir intimamente ligadas a outras pessoas. Quando há uma separação entre os pais, as crianças tornam-se ansiosas e emocionalmente distantes. Se um dos pais permanece com a criança, ou se ambos os pais retornam, ela se agarra ao pai ou à mãe, aparentemente temendo uma nova separação. Quando pensamos no crescente número de divórcios e no aumento horrível e alarmante dos casos de abuso infantil, é fácil explicar por que muitos jovens se sentem alienados, desligados e com quadro de solidão. Muitas vezes o que ocorre é que essas pessoas cresceram se sentindo solitárias.


Pertinente a aceitação, os pais comunicam a aceitação de várias maneiras: através de um toque carinhoso, passando tempo com os filhos, ouvindo-os, disciplinando-os e demonstrando afeto. Quando esses indícios não existem, ou quando as crianças são ignoradas ou excessivamente criticadas, elas começam a se sentir sem valor e concluem que não fazem parte da família. Esses sentimentos fazem com que reajam de duas maneiras: ou se afastam dos outros, ou se impõem a eles, gerando mais rejeição. Para elas, fica cada vez mais difícil confiar nos outros, e essa falta de confiança impede a formação de relacionamentos gerando um quadro de solidão.
Próxima semana vamos analisar um pouco sobre as causas psicológicas, circunstanciais e espirituais que também podem levar as pessoas a um quadro de solidão. Deus abençoe você querido leitor e até a próxima semana.


 
Gilberto de Lima é formado em Teologia pela Faculdade Teológica Batista do Paraná, palestrante nas áreas de famílias e casais e pastor da Primeira Igreja Batista de São Tomé.

Referências:
WEISS R. Psicologia hoje. Loneliness. 1985, volume 19.
HENRI J.M., Crescer: os três movimentos da vida espiritual. São Paulo: Paulinas, 2000
POUJOL. Jacques e Claire. Manual de relacionamento de ajuda: conselhos práticos para aconselhamento psicológico e espiritual. São Paulo: Vida Nova, 2006.
COLLINS, Gary. Aconselhamento Cristão. São Paulo: Vida Nova, 2004.


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