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  •   João Polippo
  • Região:Cianorte Cianorte     13-12-2016

Aprendizado sobre a doença e trocas de experiências marcaram a ocasião

 

            Para que as pacientes com câncer alcancem maior visibilidade assim como para que elas contem com um espaço para conversar e aprender sobre a doença, a Comissão da Mulher Advogada da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) fundou em Cianorte, em outubro deste ano, a "Ensina-me a Viver". Dando início às atividades da associação formada por voluntárias, aconteceu na noite desta segunda-feira (12), no salão social da Igreja Batista do Calvário, o encontro de apresentação. 

 

            "Cada uma de nós aqui hoje ou acabamos de receber o diagnóstico, estamos em tratamento, ou já fomos curadas. Ou seja, vivemos as mais diferentes fases da doença", apontou a idealizadora da Ensina-me a Viver, Iraci de Sarges, que venceu o câncer de mama há aproximadamente um ano. Segundo ela, as mulheres foram convidadas através do banco de dados fornecido pela Secretaria de Saúde. "Liguei para 73 nomes de mulheres que enfrentam os mais diferentes cânceres. A maioria delas respondeu de maneira muito positiva ao convite", conta. 

 

            "Quando a Iraci me ligou eu comentei que estaria chegando de viagem e que talvez não conseguiria participar por conta da correria. Acabou que cheguei e deu tempo. Minhas malas estão todas para serem desfeitas lá em casa, mas não poderia deixar de participar, até porque, creio que esse seja um espaço muito interessante para que eu aprenda mais sobre a doença e sobre mim", explicou Marcia Maria Moreira da Silva, que descobriu o câncer há poucas semanas e agora enfrenta a segunda sessão de quimioterapia.

 

            Não raro durante a noite, enquanto os quitutes foram servidos, era escutar as rodas de conversas a respeito da rotina do tratamento, da descoberta da doença ou a troca de informações. Um "nossa, não sabia disso", era comum de se ouvir. "A ideia é justamente essa, que as pessoas comentem, discutam, expressem o que sentem em relação à doença. O espaço é delas e queremos que se sintam acolhidas e à vontade para que tirem dúvidas e se apoiem umas às outras", relatou a presidente da comissão, Daiana Carolina Marques Sanches. 

 

            Para a psicóloga Camila Ventura, que realizou uma palestra na oportunidade, cada uma absorbe o processo do tratamento de uma forma. "Afinal, ninguém espera uma notícia dessas. O importante é que a gente se adapte a essa nova realidade. Não estou dizendo que é preciso gostar, mas aceitar, olhar para o câncer e enfrentar aquilo que está acontecendo. [...] Nessa caminhada é muito importante receber uma ajuda, sentir que em algum lugar alguém nos acolhe e se preocupa com a gente", disse. 

 

            "Que iniciativa fantástica a de oferecer o apoio que tantas pessoas precisam, o carinho, a conversa e a informação. A gente sabe que, na grande maioria das vezes, é desta força que elas precisam para continuarem firmes na luta", apontou a primeira dama e presidente de honra do Provopar, Fátima Bongiorno, que ainda se colocou à disposição da associação. "No que estiver ao nosso alcance para contribuir para que estes encontros continuem a acontecer, podem contar conosco", disse. 


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