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  • Região:Cianorte Noroeste     11-04-2018

Você costuma colecionar fotos e filmes das crianças pequenas com as quais convive? E as palavras? Onde as guarda? As crianças, em cada fase, nos dizem coisas surpreendentes, que nos levam ao riso e à reflexão. E nos questionamos de onde tiram tantas ideias... Porém, com o ritmo acelerado, não damos a atenção necessária e essa riqueza toda não encontra espaço suficiente em nossas memórias. Vez ou outra elas surgem, diante de uma cena similar que acontece com alguma outra criança. E isso é motivo de uma doce nostalgia.

 

 

O Guardador de Palavras da Gabi surgiu desses registros cotidianos, anotados pela jornalista  Aida Franco, moradora de Cianorte, no Paraná, inspirada nos primeiros anos de vida de sua filha Gabriella Beatrice, uma mineirinha prestes a completar 12 anos de idade. “Muita coisa se perdeu, por eu confiar apenas na memória ou no universo virtual. Nasceu dos registros das frases compartilhadas nas mais diversas redes sociais e do incentivo dos leitores para juntar tudo isso em forma de um livro”, conta a jornalista. Mas o “tudo isso” seria uma enciclopédia. Então, surgiu a ideia de fazer o Guardador em fascículos. Esse é o primogênito e abrange a fase dos dois aos quatro anos e meio.

 

Da capa à contracapa, de orelha a orelha, o Guardador de Palavras da Gabi – Elucubrações de uma criança dos dois aos quatro anos e meio, é uma fantástica viagem ao rico universo do imaginário infantil. Pequenos diálogos que remetem ao mundo da lógica: “Eu sou um cachorro.” Então vamos tomar banho, diz a mãe. “Então, eu sou um gato.” Ou a empatia, presente desde cedo. “Tem ‘quiança’ que não tem nada né? Eu queria pegar elas pra mim. Mas tem “quiança” que tem tudo né? Tem até diamante.” São dezenas de frases que garantem risos entremeados com reflexões.

 

 

As ilustrações são da própria Gabi, que foram garimpadas em meio às inúmeras pastas de desenhos juntadas ao longo dos anos. Sim, além do pensamento, ela expressa-se muito bem através dos desenhos!

 

Esse é um livro diferente, pois não é literatura infantil. Mas é o recado de uma garotinha para os adultos e mesmo às próprias crianças, que se reconhecem nas breves histórias. “É uma tentativa de incentivar o resgate da criança que fomos e a valorização daquelas que nos rodeiam.  Aprendendo com elas, ouvindo-as, guardando e verbalizando suas palavras”, explica Aida. O livro tem 143 páginas, é dividido em 31 capítulos temáticos como “Entrevista com Gabi”, “Bons modos ou a ausência deles”, Neologismos, “Natal e Papai Noel”, entre outros. A leitura não é linear. “Ele começa na página onde o leitor abrir”, explica a autora. Em preto e branco, o colorido está em suas entrelinhas.

 

 

O livro pode ser encomendado diretamente com a jornalista, no Facebook, por 40 reais a  unidade incluindo o frete. A impressão tem sido sob demanda, a alternativa mais viável para quem está descobrindo os caminhos da área editorial. “Rodei 50 livros para atender os leitores que já haviam feito pagamento antecipado. Acabei de encomendar mais 200 exemplares para atender ao público que já acompanha o Guardador no universo virtual”, detalha a jornalista.

 

O feedback dos leitores não poderia ser mais agradável. “Eles me falam que lembram das fases dos filhos, das aventuras de suas próprias infâncias”, conta Aida. E enquanto mais uma tiragem sai do forno, o segundo fascículo já está a caminho. “Esse deve abranger a fase dos quatro anos e meio até cinco anos e meio. Vai depender do volume de material”, explica.

 

A “sacada” do livro é justamente mostrar como uma criança, mesmo na fase mais precoce, é capaz de formular pensamentos tão fantásticos a respeito das mais variadas facetas humanas. “A Gabi sempre soube que eu compartilhava muitas coisas do nosso cotidiano com meus amigos e quando falei do livro, ela tinha uns seis anos e me sugeriu o nome”, relembra a mãe. A jornalista narra que quando veio a primeira tiragem dos livros, em dezembro de 2017 seus amigos  faziam questão de pedir autógrafo da pequena Gabi. Sua mãe brincou dizendo que ela tinha o trabalho de fazer o livro e quem levava os créditos era a filha. “Mãe, é igual uma série famosa. Os fãs pedem autógrafo para os personagens e não para o autor”. Simples assim!  Confira alguns depoimentos de quem já viajou no mundo do Guardador de Palavras da Gabi.

 

 

“Num final de noite de uma sexta-feira recebi o texto do Guardador. Achei que seria apenas mais um trabalho de diagramação/design. Como de praxe, comecei a lê-lo para ter as ideias iniciais. Logo percebi que estava enganado e descobri que realizar este trabalho seria como comer uma deliciosa sobremesa, que a gente vai comendo devagarinho, com uma colher bem pequena para demorar a acabar. A experiência de ler o Guardador de Palavras da Gabi nos conecta com um mundo cheio de criatividade e curiosidade, onde nos sentimos leves e confortados, um mundo que temos dentro de nós mesmos mas esquecemos de sua existência: o mundo das crianças.” – Frederico Moreira, designer e fotógrafo.

 

“Outro dia foi muito legal, estávamos aqui na chácara e um amigo começou a ler em voz alta. Todos pararam para ouvir... foi bem gostoso.”  - Márcia Maiolli, professora, doutora em Matemática.

 

“Me identifiquei muito com os momentos que você viveu. Vivi muitos momentos e ouvi muitas das frases que você ouviu. Agora só fica a saudade do melhor tempo da vida... mas foi bom relembrar e até reviver através do livro!”  - Lindamir Rosendo, prima das autoras.  

 

 

 


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