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  • Região:Cianorte Brasil     13-07-2018

Segundo Iraci Carlini, representante da gerência administrativa de Assistência Social do município, os meninos foram acolhidos no abrido e passam bem. De acordo com ela, os pais prenderam as crianças porque tinham medo que eles fossem atropelados, já que a casa da família fica perto de uma estrada muito movimentada, onde o fluxo de caminhões é intenso.

 

O capitão da 8ª Companhia Independente de Sanra Teresa, Sonimarcos Zucolotto, em entrevista para a TV Gazeta Noroeste, disse que os pais dos gêmeos acreditavam que manter os filhos presos no caixote era algo normal. "A caixa ficava na cozinha, local onde a mãe passava a maior parte do tempo. Ela disse que não deixava as crianças desacompanhadas", explicou.

 

Construída pelo pai dos garotos, a caixa possui o tamanho de um berço e era divido ao meio por uma parte de madeira. Em cima, havia uma tampa fechada por cadeado. O capitão ainda ressalta que dentro do caixote não havia nada que trouxesse algum conforto. "Não tinha travesseiro, não tinha brinquedo. Porém, aparentemente, as crianças não apresentavam qualquer tipo de trauma", explicou.

 

Pedindo para não ser identificada, uma tia dos gêmeos revelou que os pais da criança estão tristes e abalados com a situação, já que eles afirmam deixar as crianças presas com a melhor das intenções. De acordo com ela, o pai saia cedo para a colheita de café e essa foi uma forma encontrada pela mãe de proteger as crianças enquanto ela cuidava da casa.

 

A tia afirma que os meninos ficavam trancados dentro da caixa para não correrem o risco de pular e correr para a estrada. No momento, a família busca reaver a guarda dos gêmeos e já contratou um advogado para cuidar do caso. Por enquanto, não existe previsão de quando os dois sairão o abrigo. 

 

Os pais dos gêmeos chegaram a ser levados para a Delegacia de Aracruz no dia do incidente, mas foram ouvidos e liberados pelo delegado. Em segredo de Justiça, o caso é tratado como maus-tratos infantil.

 

Redação O POVO Online 


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