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  • Região:Cianorte Comportamento     17-05-2017

“Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade. ” (Eclesiastes 4.12)


Semana passada comecei a falar sobre algumas questões que podem gerar problemas no casamento, lembrando que quando duas pessoas se casam, cada uma delas vai para o casamento com cerca de duas décadas ou mais de experiências passadas e maneiras próprias de encarar a vida. Cada um tem pontos de vista diferentes do outro e, às vezes, mesmo quando existe um desejo sincero de fazer concessões ou acomodações, os casais ainda assim têm dificuldades de resolver suas diferenças. No artigo da semana passada abordei sobre algumas tensões como o sexo e a inflexibilidade. Continuando nesse assunto, gostaria de refletir sobre outras questões que muitos casais estão vivendo hoje, e que talvez estejam trazendo conflitos no seu casamento e você não consegue identificar. É o que veremos a seguir.


Valores. Talvez esse seja o centro das crises no casamento. O que é realmente importante na vida? Em que devemos investir o nosso tempo e nosso dinheiro? Quais são as nossas metas? Essas perguntas dizem respeito aos nossos valores. Em geral, quando um casal tem valores semelhantes, o casamento é feliz e vai se tornando cada vez melhor, à medida que o tempo passa. Mas, quando há conflitos de valores, o relacionamento pode ser marcado por tensões, disputas de poder e críticas. Os conflitos de valores estão no cerne de muitos problemas conjugais.


Imagine, por exemplo, os conflitos que podem ser gerados pelas seguintes oposições de valores:
A) “Não se deve usar o cartão de crédito nunca” versus “os cartões de crédito podem ser usados de vez em quando para nos tirar de um aperto financeiro”.
B) “Divórcio sempre é errado” versus “às vezes, o divórcio é a melhor solução para os problemas conjugais”.
C) “Nunca se deve faltar a igreja no domingo” versus “perder um culto de domingo de vez em quando não é nada demais”.
D) “O sucesso profissional é extremamente importante na vida” versus “a família é mais importante do que a profissão”.
E) “Devemos ensinar valores espirituais e crenças religiosas aos filhos” versus “os filhos devem ter liberdade de escolher suas próprias crenças”.
Muitas dessas opiniões são sustentadas firmemente. Elas influenciam o modo como agimos ou nos relacionamos com outras pessoas. Além disso, os valores às vezes se tornam motivos de intensos conflitos, principalmente se crenças muito arraigadas são atacadas ou desafiadas pelo cônjuge.


Diferenças de personalidades. Durante quase um século, os psicólogos têm debatido as necessidades humanas. A maioria deles concorda que todos nós precisamos de alimento, descanso, ar e viver sem dor, mas também existem necessidades psicológicas, tais como amor, segurança e contato com outras pessoas. Além disso, parece que a maioria das pessoas tem necessidades pessoais particulares (como necessidade de dominar, controlar, possuir, atingir objetivos, ou ajudar e socorrer outras pessoas). Se um dos cônjuges têm necessidade de dominar, enquanto o outro quer ser controlado, pode haver compatibilidade. Se tanto o marido quanto a mulher têm necessidade de dominar, isso pode gerar conflito. Se os dois buscam o sucesso na profissão, pode haver conflitos, principalmente se um deles quer aceitar uma oportunidade de promoção no trabalho que vai obrigar a família a se mudar, mas o outro resiste.


As diferenças de personalidade também podem gerar tensões. Quando um dos cônjuges é fraco (expondo abertamente suas necessidades, frustrações, tentações, atitudes e sentimentos), mas o outro costuma guardar as coisas para si, essas diferenças podem criar problemas. Numa pesquisa longa, envolvendo várias centenas de casamentos, descobriu-se que características neuróticas, principalmente a impulsividade do marido, frequentemente geravam instabilidade conjugal, sofrimento e divórcio. Muitas vezes, esses traços eram percebidos durante o período do noivado, mas não recebiam a devida atenção. Porém, com o passar dos anos, eles acabavam causando grandes tormentos.


Dinheiro. Outro fator de conflitos é o dinheiro. Como a família vai se sustentar? Quem controla o dinheiro? Como ele será gasto? Quais coisas são realmente necessárias e quais são apenas desejáveis? É necessário planejar o orçamento? Quanto deve ser dado a igreja? O que fazer quando faltar dinheiro?
As respostas a essas perguntas refletem os valores e atitudes das pessoas em relação ao dinheiro. Quando o marido e a mulher dão respostas diferentes às perguntas acima, pode haver conflitos. Mais uma vez, é difícil determinar se são as tensões na área financeira que causam outros problemas ou o inverso. No entanto, é verdade que a concordância sobre questões financeiras é muito essencial para a harmonia do casamento.


Nas próximas semanas continuarei falando um pouco mais sobre aquilo que pode causar conflitos no casamento. Semana que vem vou abordar sobre pressões externas, as influências de amigos e familiares no casamento, também falaremos sobre o tédio que muitos casais enfrentam com o passar dos anos. Que Deus abençoe você querido leitor e até a próxima semana.
 


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