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  •   João Polippo
  • Noticias postada em: Educação     24-10-2016

Estudantes secundaristas ocupam desde o início de outubro  escolas estaduais no Paraná para protestar contra a reforma do ensino médio apresentada em setembro pelo Governo de Michel Temer. Nesta segunda já eram 850 escolas ocupadas e mais de 500 anos sem aulas.
A medida provisória editada pelo peemedebista prevê alterações no currículo e mudanças na carga horária das escolas, e foi criticada por especialistas e movimentos estudantis. Os alunos exigem voz ativa no debate sobre a reforma. “Queremos uma reforma que dialogue com os estudantes, não algo vindo de cima, não temos estrutura para períodos de aula integral e nem queremos abrir mão de disciplinas como sociologia”, afirma Tuany Nascimento Lima Strassacaca, 19, da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes).


SEGUNDO SITE  DO ESTADO PARANÁ:

Um grupo de cerca de 300 pais, diretores, pedagogos, professores e integrantes de movimento sociais estiveram reunidos neste domingo (23), no Palácio Iguaçu, com representantes do Governo do Estado para reivindicar medidas para por fim às invasões das escolas públicas. Eles foram recebidos pelo chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, e pelos secretários Ana Seres (Educação), Wagner Mesquita (Segurança Pública) e Márcio Villela (Comunicação), além do procurador-geral do Estado, Paulo Rosso.

No encontro, o governo anunciou que os diretores e professores que estiverem dando amparo às ocupações e não cumprirem as determinações legais, responderão processos administrativos ou sindicâncias e poderão ser punidos com afastamentos e até demissões. “Vamos trabalhar com muito critério para não cometermos injustiças, mas seremos rigorosos com quem não está cumprindo com as suas obrigações”, afirmou Rossoni.

De outra parte, a Secretaria de Estado da Educação vai disponibilizar um documento na internet para que os educadores que querem trabalhar, mesmo com a greve promovida pela APP-Sindicato ou que atuem em escolas ocupadas, possam registrar oficialmente sua opção por não aderir aos movimentos que impedem o retorno das aulas na rede estadual. “Quem aderiu à greve terá a falta lançada”, explicou a secretária Ana Seres.

 

ASSEMBLEIA DE SÁBADO

 

Veja matéria publicada no site da APP Sindicato

Cerca de 1.600 pessoas estiveram presentes, na manhã deste sábado (22), da assembleia da APP-Sindicato, realizada na Expo Unimed, em Curitiba. Foram mais de seis horas de debate, no qual a categoria avaliou que a greve iniciada no dia 17 de outubro será mantida por tempo indeterminado. Estudantes e representantes de vários movimentos participaram da atividade. A decisão foi tomada após uma análise da proposta enviada pelo governo Beto Richa, na última quinta-feira (20), no qual ele se comprometeu a retirar o artigo 33 (da Mensagem 043/2016), que tramita na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que retira a aplicação da data-base da LDO de 2017. De acordo com o documento, a retirada era condicionada a suspensão da greve. Para a maioria, o documento apresentado pelo governo do Estado não atende às expectativas dos(as) educadores(as). Na votação realizada, 724 votaram pela continuidade da paralisação, enquanto 719 votaram pela suspensão. Foram registradas três abstenções.

 

Os encaminhamentos aprovados foram os seguintes:
– Na próxima terça-feira, dia 25, será realizada uma reunião do Conselho Ampliado – formado pelo Comando de Greve Estadual e Conselho Estadual da APP – na sede estadual da APP.
– Reunião do Comando Ampliado avaliará, conforme o cenário, a necessidade de convocação de uma nova assembleia estadual.

 

ENTEDA A SITUAÇÃO NO PARANÁ

 

Assuntos relacionados à educação têm sido uma pedra no sapato do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB). Em abril de 2015, sua gestão enfrentou forte crise após a Polícia Militar reprimir violentamente um protesto de professoresgrevistas, deixando mais de 200 pessoas feridas.

Até o momento os estudantes não relataram nenhum episódio grave de violência envolvendo a policia.
 

Desta vez, Richa fez um aceno aos estudantes, e convocou as lideranças da UPES para dialogar em nome das ocupações com o Governo. O tucano afirmou que “a medida [reforma] precisa ser debatida antes de ser implantada”, e que “nenhuma medida será adotada no Paraná sem consenso entre o movimento estudantil e a comunidade acadêmica”. De acordo com o governador, nenhuma disciplina será extinta.


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